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O Blog do Couto

Desde os primórdios o Coritiba estava aberto para todos

14/11/2025 - 07:11
Luiz Carlos Betenheuser Júnior

Desde os primórdios o Coritiba estava aberto para todos que estivessem interessados em associar-se ao Clube do Alto da Glória.

Documentos encontrados por integrantes da Comissão de Preservação da Memória e da História do Coritiba Foot Ball Club comprovam a abertura do Clube aos mais diversos segmentos populacionais.

Desde os primeiros anos o Coritiba estava aberto para todos

Isso porque já no primeiro estatuto do Coxa, de 1910, as regras estatutárias estabeleciam que “Todas as pessôas que desejaram fazer parte do Club, tem de, por intermedio de um socio, mandar se propôr, por escripto”.

Apesar de haver a condição de aceite ou não por parte da diretoria do Alviverde, não havia regra impeditiva no primeiro estatuto, por exemplo, de nacionalidades. Ou seja, o Coritiba, na prática, não era – nem nunca foi – um clube exclusivamente “alemão” ou até mesmo “germânico”.

Gradativamente, com o passar do tempo, as regras estatutárias estavam mais adequadas as novas realidades sociais. Isso porque, por sua vez, no segundo estatuto Coxa-Branca, de 1919, havia a previsão de que “indeterminado número de individuos sem distincção de nacionalidade”.

“Até mesmo a figura do jogador não precisaria pagar mensalidade ou joia, conforme já aludia o parágrafo 5 do artigo segundo, do Estatuto de 1919. Essa era a época em que o chamado profissionalismo marrom já começava a estabelecer-se no futebol ainda formalmente amador. E assim seria até a década de 1930”, reforça Daniel Ferreira, historiador e também vice-presidente coritibano.

Nesse sentido, o regramento coritibano não impedia a participação de pessoas, desde que tais pessoas cumprissem os requisitos mínimos. Evidentemente, havia categorias de sócios com aspectos específicos a serem cumpridos. Entre os critérios, a cobrança de joias e mensalidades e o “crivo” da aceitação após a proposta, algo comum em outros clubes na mesma época.

“Ademais, já foram identificados uma pluralidade de etnias na fundação do clube, além do núcleo mais presente de descendentes de germânicos. Os nascidos na Alemanha eram uma minoria, inclusive”, complementa Daniel.

O princípio de abertura e integração coletiva no Coxa

O Coritiba foi erguido sobre o princípio de abertura e integração coletiva. Um marco considerável para aquela época. Curitiba, nos inícios do XX, era uma pequena “vila”, de cerca de 50 mil habitantes, que refletia ainda estruturas de privilégio e escravidão, uma cidade “ruralizada”, demarcada por palácios, engenhos de mate e uma espécie de diferenças de “castas” ainda muito bem demarcada.

Nesse contexto, a cidade recebia ondas de imigrantes, com destaque para europeus de origem geralmente humilde, que vinham tentar a vida na América, suprir a mão de obra escravizada (que davam base ao antigo modelo econômico) e dar suporte a um novo projeto de cidade, pautada no ideário da república, na modernização (época em que chegam a eletricidade, o calçamento, o saneamento, os bondes elétricos, a lógica do comércio) além do trabalho livre.

Italianos, germânicos, poloneses, ucranianos, entre outros (muitos deles que vinham já de realidades mais urbanizadas), passavam a dividir a “vila” de Coritiba com a população já estabelecida localmente, mas de diferentes posições sociais: povos indígenas, comunidades afrodescendentes e uma gama de pessoas refletindo processos de miscigenação – além de uma elite luso-brasileira, muito bem estabelecida. Curitiba e o Coritiba vão crescer em sinergia, com a integração e um novo projeto de sociedade. Estas pessoas construíram o Coxa, estas pessoas construíram a Cidade!

O processo de abertura do Coritiba à participação popular

E qual o papel jogou o Coritiba, nesta configuração? Pois bem, o Coritiba refletiu, estimulou e fortaleceu-se com essa transformação. Um Clube com vocação de abertura desde seus primórdios. 

“Os memorialistas são recorrentes em afirmar que houve a saída do clube ‘Teuto Brasileiro’, de um núcleo de descendentes germânicos, para fundar o Coritiba. Isto porque o ‘Foot Ball’, passou a envolver por lá a prática com outras pessoas de fora da colônia (o que, afirmam, não era muito bem aceito, por ser um clube étnico), somado ao fato do ‘Foot Ball’ ser uma prática ainda muito ligada a cultura britânica, portanto fora do escopo dos esportes germânicos, os quais promovia o Teuto, como por exemplo a ginástica: o Turnen”, explica Daniel Ferreira.

Além disso, o vice-presidente do Cori também destaca que “Esses descendentes, na verdade brasileiros, provavelmente viam no futebol (entre outros motivos) uma prática destacada de fortalecimento social, uma época onde o contato presencial era fundamental para constituir redes humanas. Isolar-se, em uma comunidade étnica, provavelmente não era viável ou o que queriam, sobretudo para um núcleo de pessoas notabilizadas pela ocupação no comércio, e que buscavam espaços naquela ‘nova sociedade’”.

Diferente de outros times, no Coritiba, não se adotou uma evocação germânica

Além disso, o Coritiba, ao contrário de outros clubes de futebol no Brasil, ligados aos germânicos (como o Sport Club Germânia e o Fussball Club Porto Alegre), não adotou nome de evocação germânica, mas sim um nome local de raiz tupi-guarani (Kur yt tyba). “Isso se torna emblemático quando refletimos sobre esta escolha, por um núcleo representativo e provavelmente mais forte de descendentes germânicos. Eles queriam e escolheram chamar-se: “Coritiba”. Tinham orgulho de representar aquele projeto novo e coletivo de integração social: a cidade, as pessoas, o futuro e o Foot Ball!”, explica Daniel Ferreira.     

E desse conjunto de indícios, recentemente podem se juntar outros: documentos encontrados por integrantes da Comissão de Preservação da Memória e da História do Coritiba Foot Ball Club reforçam a vocação fundacional do Clube à abertura e integração social.

Desde a fundação, o Coritiba abriu as portas à participação das mais diferentes pessoas

Se por um lado, nem todas as pessoas tinham condições de pagar, todas as demais pessoas que tivessem tais condições poderiam participar do Coritiba, pois não havia barreiras formais. Ou seja, o Coritiba nunca foi um clube hermético e sim, uma associação heterogênea, aberta das mais diversas pessoas, independentemente de sua nacionalidade. E, tudo isso, em um ambiente de troca de experiências vivenciais de várias comunidades diferentes1, no cenário da Curitiba do início do século XX2.

“Nesse ambiente [o Coritiba Foot Ball Club], circulavam brasileiros natos e naturalizados. Da mesma forma, pessoas nascidas em outros países – seis diferentes países além do Brasil”, explica Luiz Carlos Betenheuser Júnior, um dos vice-presidentes do Coritiba. “Entendo que era um clube muito multifacetado quanto aos seus integrantes, mas com um sentimento de pertencimento em comum”.

“Portanto, na prática, em um ambiente complexo, tanto quanto inúmeras outras instituições. Pesquisamos registros no Coritiba e, assim, identificamos uma participação bastante heterogênea de associados, uma grande diversidade. Esses associados variavam bastante em fatores como idade; condição social; praticantes de futebol ou não; nacionalidade; e diferentes naturalidades dentro do Brasil”, reforça Betenheuser. Além disto, também, de associados que praticavam o futebol, bem como daqueles que não treinaram, nem jogaram naquelas primeiras partidas do time Coxa-Branca.

O processo de sociabilidade nos primeiros anos após a fundação do Coxa

O uso do idioma português, desde a fundação, é outro ponto relevante na história coritibana. “Um outro ponto interessante do cenário em que o Coritiba estava nos idos de 1909, 1910 era o de que, na própria ata de fundação, assim como nos seus primeiros estatutos, sempre ter adotado o uso do idioma português, o que era um facilitador à aproximação e participação de pessoas de outras origens étnicas, para além de uma colônia germânica”, destaca Luiz.

Neste cenário e durante o processo de sociabilidade, entre similaridades e diferenças (e suas controvérsias de assimilação social)3, consensos e conflitos na cidade de Curitiba4, era nesta complexidade social e institucional na qual o Coritiba estava imerso, inclusive os contextos de interdependências e também de interligações5.

Da mesma forma, uma instituição desportiva envolta em uma rede de interdependências, que aproximava as pessoas participantes do Clube6. Além disso tudo, a prática desportiva organizada na época pode ser considerada como um fator inerente a um grupo social imerso em um processo de modernidade7 naquela Curitiba, um grupo que buscava por buscavam seu espaço na sociedade curitibana da época.

Assim sendo, é possível identificar a diversidade em Curitiba, durante a segunda década do século passado. “Tenho a hipótese de que algumas das principais lideranças do Clube já pensavam e agiam de forma a ampliar a participação em relações interpessoais. Logo, levaram em conta haver diferente extratos sociais. Haver as mais variadas origens e conjunturas políticas, sociais, religiosas, culturais, econômicas, urbanísticas em uma Curitiba do início do século XX. Quem sabe, até laços complementares”, explica, reforçando sempre a necessidade de buscar novas pesquisas.

Outros clubes de alemães em Curitiba no fim do século XIX e início do século XX

Antes da fundação do Coritiba, a colônia alemã dispunha de diversos espaços sociais para seu entretenimento e práticas esportivas. Em 1907, por exemplo, Curitiba já existiam diversos clubes sociais ligados à comunidade alemã: “Edelweiss, Handwerkerverein, Thalia, Teuto Brasilianischer, Tuernerein, Radfahrerverein, und Sängerbund”, como noticiava o Diario da Tarde (Ano 1907\Edição 02461, 27/03/1907). Da mesma forma, “Engkert, Atixdors, Caral, Elisabeth e Agricultura” (A Republica, Ano 1913\Edição 00212, 26/09/1913).

Diferentemente de alguns outros clubes germânicos de Curitiba, no mesmo período8, no Coritiba não havia exigência de sócios germanófonos (as pessoas que falavam o idioma alemão), algo que ocorria em outras instituições locais, como por exemplo, o Teuto Brasileiro9, ou então, a Sociedade Thalia (na época, Verein Thalia).

No caso do Coritiba Foot Ball Club, sequer havia a exigência de que fossem pessoas germânicas para serem aceitas no Clube. Entre associações que exigiam a vinculação étnica, havia também a Sociedade Beneficente dos Operários (Handwerker Unterstützungs Verein) e a Sociedade dos Cantores (Deutscher Sängerbund)10.

Trecho do estatuto de 1907 da Sociedade de Gymnastica Teuto-Brasileira (A Republica, Ano 1908\Edição 00267, 13/11/1908)

Conforme a pesquisa da historiadora Pamela Beltramin Fabris, de 2014, o “Thalia, Sängerbund, Handwerker-Unterstützungs Verein e Turnverein eram acessíveis apenas para sócios e convidados.” Além disso, no Hospital da Sociedade Alemã Curitiba (Verein Deutsches Krankenhaus Curitiba), “somente as pessoas que falassem a língua alemã seriam atendidas gratuitamente.”

Nesse ambiente de uma Curitiba crescendo a cada ano, da mesma forma, gradativamente a participação do Coxa no dia-a-dia da cidade ganhava novas etapas com o crescimento do interesse de mais pessoas pelo futebol, seja nas ruas, seja nas escolas, bem como nos teatros e, especialmente, nos dias de jogos no Jockey Club.

A popularização do futebol na Curitiba das primeiras décadas do século XX

A popularização do futebol em Curitiba – e, consequentemente, a do Coritiba Foot Ball Club – foi analisada na pesquisa do Professor Fernando Mezzadri, em sua tese de doutorado sobre a formação dos clubes esportivos no Paraná.

Sobre o tema, Mezzadri destou que (…) “o futebol tornou-se a grande atividade esportiva, seja pela fácil adaptação do espaço para o seu desenvolvimento, pela facilidade de aquisição do material utilizado, ou pelo comportamento dos praticantes, que não eram tão requintados. Talvez esses sejam os fatores que contribuíram para a popularização do esporte.”

Nesse contexto curitibano, durante as duas primeiras décadas do século XX, a cidade apresentava a prática do futebol, tanto em colégios (e proximidades), como nas ruas.

Futebol no Collegio Paranaense (Diario da Tarde, Ano 1907 Edição 02477, 15/04/1907)
No colégio da Communa Alemã houve uma festa escolar com partidas de futebol (A Republica, Ano 1908\Edição 00063, 17/03/1909)
O Collgio Inglez-brazileiro dispunha de campo de futebol (A Tribuna, Ano 1914\ Edição 00079, 09/01/1914)

A popularização do futebol curitibano foi motivo, inclusive, de proibição legal, por parte da Prefeitura de Curitiba:

Proibição de futebol nas ruas de Curitiba (Diario da Tarde, Ano 1913\Edição 04540B, 20/11/1913)
Futebol nas ruas de Curitiba (Dario da Tarde, Ano 1915\Edição 05180, 26/08/1915)

O futebol ganhava espaço na sociedade curitibana. Tanto que, naquele período, em Curitiba havia lojas que comercializavam produtos para a prática de futebol, como por exemplo, chuteiras, bolas, bem como camisas, calções e gravatas.

Casa Clark (Diario da Tarde, Ano 1911\ Edição 03813, 22/05/1911)
A loja Dona Juanita comercializava artigos de futebol (Diario da Tarde, Ano 1911 Edição 03837, 19-06-1911)
Casa Modelo venda de bolas de futebol (Diario da Tarde, Ano 1916\Edição 05430, 24/06/1916)

O início do processo de institucionalização do Cori

Com a institucionalização do time, o Coxa iniciava um processo de organização. Neste processo, já nos primeiros anos de existência a documentação disponível no Acervo Histórico do Clube tem registro de aquisição, por exemplo, de bolas e uniformes. Da mesma forma, de gastos com investimentos e manutenção do campo de jogo, no Jockey Club.

A compra de itens para a prática do futebol no time Coxa está registrada em um documento histórico do Clube, o primeiro livro caixa do Coritiba, de 1910:

A popularização do futebol: dos gramados para as telas de cinema

No início do século XX, a popularização do futebol em Curitiba ganhava espaço inclusive fora dos estádios. Tanto que havia apresentação de filmes de partidas de futebol em teatros da época, como ocorreu em 1913, no Eden-Theatro:

Além disso, na primeira partida do Cori, em Curitiba, em 12/06/1910, o cineasta Annibal Rocha Requião (então proprietário do Smart Cinema, o primeiro cinema curitibano) registrou imagens daquela vitória do Alviverde, por 5×3. Infelizmente, a cópia desse filme desapareceu do Acervo do Clube conforme relatou o historiador memorialista Francisco Genaro Cardoso.

Annibal Requião filmou lances do jogo Coritiba 5×3 Pontagrossense em 12/06/1910 (A Republica, Ano 1910\Edição 00137, 14/06/1910)

Diretoria do Alviverde propôs o tombamento do Acervo do Coritiba

Em 21/08/2025, a diretoria do time Coxa-Branca formalizou o pedido de tombamento do Acervo do Clube, de forma a dar melhores condições de guarda, tanto quanto ampliar o acesso público aos itens. O pedido foi realizado por meio do Processo Administrativo Eletrônico nº 01-212074/2025, que será analisado e deliberado junto ao Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Curitiba (CMPC).

Em Curitiba, existe uma legislação local específica para o tombamento de itens de relevância histórica para o Município. Esse é um tema regulamentado pelo Decreto nº 360, de 29/03/2019. A referida legislação conceitua o que é o Tombamento: “ato administrativo que declara a singularidade e excepcionalidade de um bem considerado individualmente ou em conjunto, seja móvel ou imóvel, público ou privado, pertencente à pessoa física ou jurídica”.

Além disso, essa ação está relacionada “em razão do seu valor cultural, histórico, paisagístico, científico, artístico, turístico, arquitetônico ou ambiental, com instituição de um regime jurídico especial de propriedade como forma a garantir sua preservação e conservação”.

As pesquisas continuam e mais pessoas podem doar cópias digitais de seus acervos para o Coritiba

As pesquisas sobre a história do Coxa seguem com os trabalhos da Comissão de Preservação da Memória e da História do Coritiba Foot Ball Club. Primordialmente, quando o assunto são os fundadores do Verdão, a pesquisa é realizada conjuntamente com o grupo de historiadores Helênicos, estudiosos da história coritibana.

Da mesma forma, atividades vêm sendo realizadas pelo grupo de pesquisa e extensão a partir do núcleo de ciências jurídicas. Entretanto, este grupo recebe alunos de outras áreas da UFPR.

Por se tratar de uma pesquisa de grande amplitude e dificuldades no acesso de fontes primárias, atualizações dos bancos de dados são sempre bem-vindas e recomendadas, de forma aprimorar a metodologia de trabalhos.

Logo, é importante destacar que eventuais imprecisões podem ocorrer, sendo um problema da pesquisa. Por isso mesmo é tão importante que se disponibilizem novas fontes documentais.

Portanto, familiares dos fundadores do Coritiba Foot Ball Club que tenham interesse em doar cópias digitais de itens relacionados aos fundadores podem entrar em contato com a direção do Clube clicando aqui.

Verdão tem uma parceria técnica com a UFPR para melhor cuidar da história do Clube

Em uma parceria entre o Coritiba e a UFPR, o acervo histórico do Verdão também é cuidado por acadêmicos de graduação, bem como de pós-graduação. Nesse sentido, são pessoas com interesse em pesquisar mais a história do Clube e sua relação direta com a cidade de Curitiba.

O grupo de pesquisa e extensão foi formado a partir do núcleo do Setor de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Paraná. O grupo conta com alunas e alunos também de outras áreas da UFPR, como da História, Ciências Sociais e Educação Física. A equipe iniciou os trabalhos acadêmicos no acervo histórico do Coxa em 02/07/2025.

O professor Luís Fernando Lopes Pereira é o líder do grupo de pesquisa. Ele conta com a colaboração de outro docente da Universidade, o professor de Sociologia na Faculdade de Direito, Rodrigo Horochowski, que também acompanha as atividades de pesquisa científica do grupo. Entre os achados do grupo, borderôs e relatórios financeiros de todos os jogos do Coritiba no Torneio do Povo.

*** CFC ***

As principais responsabilidades da diretoria do Coritiba Foot Ball Club, como Associação, estão vinculadas à fiscalização do contrato de compra e venda da SAF. Nesse sentido, são obrigações diretivas:

– Principalmente, acompanhar o cumprimento do pagamento das dívidas, em especial das parcelas da recuperação judicial da Associação;

– Da mesma forma, o cumprimento dos aportes financeiros anuais na gestão do Clube (futebol e atividades de apoio);

– Além disso, a gestão patrimonial. Inclusive quanto a manutenção e investimentos no CT Bayard Osna, no novo CT, tanto quanto no Estádio Major Antônio Couto Pereira;

– Bem como, os cuidados com a preservação histórica.

***

Se você encontrou algum erro nesta matéria, por favor, entre em contato. Além disso, o Coritiba Foot Ball Club preza pelos créditos merecidos, então nos avise sobre eles.

Fontes

  1. NADALIN, Sergio Odilon. A Constituição das Identidades Nacionais nos Territórios de Imigração: os Imigrantes Germânicos e seus Descendentes em Curitiba (Brasil) na Virada do Século XX. Revista del CESLA, No. 15, 2012, pp. 55-79. Disponível em:
    https://www.redalyc.org/pdf/2433/243326047002.pdf ↩︎
  2. MORAES E SILVA, Marcelo; QUITZAU, Evelise Amgarten; SOARES, Carmen Lucia.  Práticas educativas e de divertimento junto à natureza: a cultura física em Curitiba (1886-1914). Educ. Pesqui., São Paulo, v. 44, e178293, 2018. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ep/a/66cRtZ6CzBvVn9MmBYmj9zq/?format=pdf&lang=pt ↩︎
  3. SIMÃO, Giovana Terezinha. Fanny Paul Volk: pioneira na fotografia de estúdio em Curitiba. Curitiba, 2010. Disponível em: https://acervodigital.ufpr.br/xmlui/handle/1884/25985 ↩︎
  4. FABRIS, Pamela Beltramin. A experiência da guerra: o cotidiano de imigrantes alemães e seus descendentes em Curitiba durante o conflito mundial (1914-1918). XXVII Simpósio Nacional de História, Natal (RN), 2013. Disponível em: https://anpuh.org.br/uploads/anais-simposios/pdf/2019-01/1548875179_f62220f1393cff63f78c723c298e3886.pdf ↩︎
  5. MEZZADRI, Fernando Marinho. As práticas esportivas nos clubes do Paraná: 1880-1920. Conexões, Campinas, SP, v. 1, n. 3, p. 103–110, 2016. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/conexoes/article/view/8647502 ↩︎
  6. MEZZADRI, Fernando Marinho. A estrutura esportiva no Estado do Paraná: da formação dos clubes esportivos. Tese (doutorado) – Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Educação Física, Campinas, 2000. Disponível em: https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/210155 ↩︎
  7. MORAES E SILVA, Marcelo; CAPRARO, André Mendes. O tiro de guerra 19 Rio Branco: apontamentos acerca da institucionalização esportiva de Curitiba (1909-1910). Rev Bras Educ Fís Esporte 29 (2) • Apr-Jun 2015. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbefe/a/FdjMcyMrLM77CqhcHYrtqRb/?format=html&lang=pt. ↩︎
  8. OLIVEIRA, Márcio de. A cidade de Curitiba e os imigrantes alemães durante a primeira guerra mundial, uma análise da imprensa local. Cadernos Ceru v. 23, n. 2, 17/05/2013. Disponível em: https://www.academia.edu/download/76656390/0.pdf ↩︎
  9. Ata da Assembleia Geral Extraordinária de 27 de Agosto de 1904; Ata da Assembleia Mensal Ordinária de 5 de Agosto de 1905; Ata da Assembleia Geral de 28 de Novembro de 1915 ↩︎
  10. FABRIS, Pamela Beltramin. Nós, os selvagens, não reverenciamos os symbolos kaiserianos: conflitos em torno de uma identidade germânica em Curitiba (1890-1918) – Curitiba, 2014. 251f. Disponível em: https://acervodigital.ufpr.br/xmlui/bitstream/handle/1884/36548/R%20-%20D%20-%20PAMELA%20BELTRAMIN%20FABRIS.pdf?sequence=1&isAllowed=y ↩︎
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