A trajetória de Leocádio em nova biografia: livro recém-lançado conta sobre o voo que mudou o destino do futebol paranaense.
Por Sérgio Brandão e Dias Lopes
Existem momentos no esporte em que o destino se decide não no gramado, mas no imponderável. Para o Coritiba de 1969, esse momento aconteceu na pista de pouso do Aeroporto Afonso Pena.
Nesse sentido, o livro “Leocádio, Um Menino Bom de Bola”, recém-lançado pelos jornalistas Dias Lopes e Sérgio Brandão, resgata a epopeia de um dos maiores meias-atacantes do futebol brasileiro, cuja história com a camisa alviverde começou com um audacioso “sequestro” diplomático.
Do Barro de Mafra ao Olimpo do Alto da Glória
A obra, que beira as 250 páginas, é uma viagem no tempo. Começa nos anos 60, em Mafra, onde o pequeno Leocádio driblava o destino nos campinhos de terra — espaços de liberdade que a urbanização moderna tratou de apagar. Entretanto, antes de se tornar o maestro do Coxa, ele lapidou seu talento em uma verdadeira “peregrinação” pelo futebol do interior, passando por clubes como o Pery, Operário de Ponta Grossa, Londrina, Ferroviária de Araraquara, Apucarana e o Metropol.

O pacto com Evangelino
O ápice narrativo do livro detalha a escala aérea que mudou a história. Leocádio viajava rumo ao Rio de Janeiro para realizar o sonho de infância: vestir a camisa de seu clube do coração, o Vasco da Gama. Mas a astúcia do então presidente Evangelino da Costa Neves falou mais alto.
Então, alertado da presença do craque no voo, o dirigente enviou um emissário para retirar Leocádio e seu pai da aeronave ainda na escala em Curitiba. Então, entre conversas e promessas, o rumo foi alterado: em vez do Galeão, o destino foi a sede do Coritiba; em vez do Rio, a glória definitiva no Paraná.
Uma Era de Ouro Preservada
Ao lado de gigantes como Krüger, Zé Roberto, Claudio Marques, Hermes, Aladim, Abatiá, Paquito e Jairo, Leocádio não apenas empilhou títulos. Entre as conquistas, o Hexacampeonato Estadual, o Torneio do Povo e a Fita Azul. Leocádio foi um dos principais jogadores que ajudou a colocar o Coritiba no mapa das grandes potências nacionais.
O livro não é apenas um esforço jornalístico. Além disso, é um ato de amor ao esporte. O livro foi viabilizado pela colaboração de quatro mentes apaixonadas: os autores Brandão e Lopes, assim como o advogado Reginaldo Aracheski (curador da memória no Memorial do Futebol na Lapa) e também o ex-atleta
Osiris Lima, o fiel escudeiro de Leocádio
“Leocádio não foi apenas um jogador; ele foi o símbolo de um futebol que se jogava com o coração na ponta da chuteira. Este livro é o resgate dessa alma”.
SERVIÇO E AQUISIÇÃO
A biografia foi lançada em evento concorrido na Biblioteca Pública do Paraná e já se tornou item obrigatório para colecionadores e historiadores do esporte.
● Vendas Diretas (WhatsApp): 41 98866-3345
● Autores: Sérgio Brandão e Dias Lopes
● Apoio Histórico: Memorial do Futebol (Lapa) e Osiris Lima
Diretoria do Alviverde propôs o tombamento do Acervo do Coritiba
Em 21/08/2025, a diretoria do time Coxa-Branca formalizou o pedido de tombamento do Acervo do Clube, de forma a dar melhores condições de guarda, tanto quanto ampliar o acesso público aos itens. O pedido foi realizado por meio do Processo Administrativo Eletrônico nº 01-212074/2025, que será analisado e deliberado junto ao Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Curitiba (CMPC).
Em Curitiba, existe uma legislação local específica para o tombamento de itens de relevância histórica para o Município. Esse é um tema regulamentado pelo Decreto nº 360, de 29/03/2019. A referida legislação conceitua o que é o Tombamento: “ato administrativo que declara a singularidade e excepcionalidade de um bem considerado individualmente ou em conjunto, seja móvel ou imóvel, público ou privado, pertencente à pessoa física ou jurídica”.
Além disso, essa ação está relacionada “em razão do seu valor cultural, histórico, paisagístico, científico, artístico, turístico, arquitetônico ou ambiental, com instituição de um regime jurídico especial de propriedade como forma a garantir sua preservação e conservação”.
As pesquisas continuam e mais pessoas podem doar cópias digitais de seus acervos para o Coritiba
As pesquisas sobre a história do Coxa seguem com os trabalhos da Comissão de Preservação da Memória e da História do Coritiba Foot Ball Club. Primordialmente, quando o assunto são os fundadores do Verdão, a pesquisa é realizada conjuntamente com o grupo de historiadores Helênicos, estudiosos da história coritibana.
Da mesma forma, atividades vêm sendo realizadas pelo grupo de pesquisa e extensão a partir do núcleo de ciências jurídicas. Entretanto, este grupo recebe alunos de outras áreas da UFPR.
Primordialmente, por se tratar de uma pesquisa de grande amplitude e dificuldades no acesso de fontes primárias, atualizações dos bancos de dados são sempre bem-vindas e recomendadas, de forma aprimorar a metodologia de trabalhos.
Logo, é importante destacar que eventuais imprecisões podem ocorrer, sendo um problema da pesquisa. Por isso mesmo é tão importante que se disponibilizem novas fontes documentais.
Portanto, familiares dos fundadores do Coritiba Foot Ball Club que tenham interesse em doar cópias digitais de itens relacionados aos fundadores podem entrar em contato com a direção do Clube clicando aqui.
Verdão tem uma parceria técnica com a UFPR para melhor cuidar da história do Clube
Em uma parceria entre o Coritiba e a UFPR, o acervo histórico do Verdão também é cuidado por acadêmicos de graduação, bem como de pós-graduação. Nesse sentido, são pessoas com interesse em pesquisar mais a história do Clube e sua relação direta com a cidade de Curitiba.
O grupo de pesquisa e extensão foi formado a partir do núcleo do Setor de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Paraná. O grupo conta com alunas e alunos também de outras áreas da UFPR, como da História, Ciências Sociais e Educação Física. A equipe iniciou os trabalhos acadêmicos no acervo histórico do Coxa em 02/07/2025.
O professor Luís Fernando Lopes Pereira é o líder do grupo de pesquisa. Ele conta com a colaboração de outro docente da Universidade, o professor de Sociologia na Faculdade de Direito, Rodrigo Horochowski, que também acompanha as atividades de pesquisa científica do grupo. Entre os achados do grupo, borderôs e relatórios financeiros de todos os jogos do Coritiba no Torneio do Povo.
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As principais responsabilidades da diretoria do Coritiba Foot Ball Club, como Associação, estão vinculadas à fiscalização do contrato de compra e venda da SAF. Nesse sentido, são obrigações diretivas:
– Principalmente, acompanhar o cumprimento do pagamento das dívidas, em especial das parcelas da recuperação judicial da Associação;
– Da mesma forma, o cumprimento dos aportes financeiros anuais na gestão do Clube (futebol e atividades de apoio);
– Além disso, a gestão patrimonial. Inclusive quanto a manutenção e investimentos no CT Bayard Osna, no novo CT, tanto quanto no Estádio Major Antônio Couto Pereira;
– Bem como, os cuidados com a preservação histórica.
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Se você encontrou algum erro nesta matéria, por favor, entre em contato. Além disso, o Coritiba Foot Ball Club preza pelos créditos merecidos, então nos avise sobre eles.