Casal coritibano visita o Bangu, no Rio de Janeiro e são recebidos pelo atacante Ado, que participou da grande final do Brasileirão de 1985.
Em viagem de férias pela cidade do Rio, uma dupla Coxa-Branca pode conhecer um pouco mais sobre a história, patrimônio e a cultura do Bangu. O time da Cidade Maravilhosa foi o grande adversário do Alviverde na decisão do campeonato nacional de 85.
Além do ponta-esquerda do time carioca, o casal Wagner Correia e Jennhepher Gonçalves também foram recebidos por Fabio Menezes.
Menezes, além de advogado, tradutor e assessor de imprensa, da mesma maneira é um historiador do futebol carioca. No fim de 2025, Fabio colaborou com o Coritiba, com a doação de novos itens para o Acervo do Clube.
Os jovens Wagner e Jennepher aproveitaram o período de férias para viajar. O casal de namorados torce pelo Cori e nas terras cariocas foram encontrados por Fabio Menezes, no bairro do Leblon. Fabio, ao ver Wagner vestido a camisa do Verdão, resolveu conversar com eles.
Casal coritibano visita o Bangu, no Rio de Janeiro
Da conversa, surgiu uma relação de respeito mútuo, com Menezes organizando uma visita de Wagner e Jennepher no Estádio Proletário Guilherme da Silveira Filho. O estádio banguense é carinhosamente chamado de Estádio de Moça Bonita.
O casal de namorados tinha programado a viagem de férias e, coincidentemente, já tinham curiosidade de conhecer a comunidade banguense. Isso por causa da relação futebolística entre o time paranaense e o carioca, fortalecida nos anos 80.

O jovem coritibano fez questão de ressaltar o atendimento muito gentil dos funcionários do Bangu, durante a visita as instalações do Estádio.
Além disto, Wagner Correia também destacou o ambiente tranquilo e receptivo da comunidade local do bairro, que atendeu muito bem o casal paranaense. “Pessoal muito tranquilo. Os funcionários do clube muito receptivos. Trataram a gente como se a gente fosse de casa”, explicou o Coxa-Branca.
Durante a visita, Fabio Menezes agendou um encontro de Wagner e sua namorada com o ponta-esquerda Ado e o meio-campista Kazu. O meia Kazu jogou pelo time do Rio em 1994, quando enfrentou o Coritiba.
Kazu, um atleta gaúcho, formado no Grêmio, e ex-jogador do Bangu, assim como o Ado, enfrentaram o Coritiba no Couto Pereira pela Série B de 1994. Na partida de ida o Bangu ganhou no Rio por 2×0 e em Curitiba o Verdão devolveu o placar.
O carinho do ponta-esquerda Ado para com a dupla Coxa
Segundo o torcedor do Cori, Ado foi extremamente gentil: “Um amor de pessoa. Ele me tratou super bem, a mim e minha namorada”.

Atualmente, trabalhando nas categorias de base do Bangu, o ex-ponta-esquerda fez questão de mostrar mais sobre o patrimônio e história do Bangu aos torcedores do Coxa. Além disso, Ado também fez questão de conversar com os visitantes, contando detalhes sobre o futebol brasileiro dos anos 80.
Além disso, o torcedor do Coxa destacou um ponto ressaltado por Ado durante a conversa: a necessidade de tratar bem as pessoas. “Ado me levou ao gramado. Falou sobre o cuidado que temos que ter com as pessoas. Às vezes, a melhor coisa que a gente pode fazer na vida de uma pessoa é aconselhar bem”, relembrou Wagner, ao destacar a generosidade e carinho do ex-jogador.
Um banguense que agora é um “embaixador” do Coritiba no Rio
Com ligações de amizade em Curitiba, com os dirigentes do Coritiba, os vice-presidentes Luiz Henrique De Barbosa Jorge e Luiz Carlos Betenheuser Júnior, da mesma forma agora Fabio Menezes faz um papel informal de “embaixador” do Coritiba no Rio de Janeiro. Isso porque foi personagem importante na história que envolveu um casal de Coxas-Brancas e um dos grandes ídolos da história do Bangu.
Fabio Menezes, que é amigo pessoal das famílias de Ado e Kazu, conta um pouco mais sobre o encontro com a dupla coritibana de torcedores, que desencadeou uma ótima conversa e, na sequência, uma visita às instalações do time carioca. “Conheci o Wagner e a namorada, Jennepher, por acaso, na noite da última segunda-feira (5), no Leblon, bairro da Zona Sul do Rio. Como ele usava a camisa do Coritiba, fiz a abordagem brincando que aquela estrela era muito bonita mas estava no lugar errado”, destaca.
Da rivalidade no campo para a amizade fora dele
Na sequência da conversa, Wagner explicou sobre seu interesse em conhecer mais de perto o patrimônio do Bangu, assim como saber mais sobre a história do time do Rio. “Ele me reconheceu por conta da reportagem do Esporte Espetacular, fez uma foto e logo trocamos contato. Falou da vontade de conhecer Bangu, bairro e estádio, e, em especial, o Ado. Como eu teria um compromisso profissional no bairro, na quarta-feira, acionei alguns amigos e, afortunadamente, deu tudo certo para todos”, contou o historiador banguense.
Menezes fez questão de comentar do forte vínculo emocional que o futebol, quando tratado de maneira respeitosa e divertida, pode gerar. De uma rivalidade no campo, para uma amizade fora dele. “Para mim foi um dia inesquecível e uma alegria que ficará eternizada por ter proporcionado tanta emoção a um casal Coxa que tem um respeito tremendo pelo Bangu. Espero, de coração, que outros torcedores alviverdes possam visitar o Rio porque terei imenso prazer em receber cada um”, diz. “Fiz dois amigos mais uma vez através de uma partida realizada há quatro décadas. Como dizem, ‘não é só futebol’”, finaliza.
Diretoria do Alviverde propôs o tombamento do Acervo do Coritiba
Após o encontro, o alviverde Wagner foi contatado pela diretoria do Coritiba Foot Ball Club, deixando depoimentos sobre o encontro entre coritibanos e banguenses. Naquele momento, o torcedor reforçou sua emoção ao conhecer a história do futebol brasileiro através do ex-jogador Ado, que narrou os fatos pessoalmente
Em 21/08/2025, a diretoria do time Coxa-Branca formalizou o pedido de tombamento do Acervo do Clube, de forma a dar melhores condições de guarda, tanto quanto ampliar o acesso público aos itens. O pedido foi realizado por meio do Processo Administrativo Eletrônico nº 01-212074/2025, que será analisado e deliberado junto ao Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Curitiba (CMPC).
Em Curitiba, existe uma legislação local específica para o tombamento de itens de relevância histórica para o Município. Esse é um tema regulamentado pelo Decreto nº 360, de 29/03/2019. A referida legislação conceitua o que é o Tombamento: “ato administrativo que declara a singularidade e excepcionalidade de um bem considerado individualmente ou em conjunto, seja móvel ou imóvel, público ou privado, pertencente à pessoa física ou jurídica”.
Além disso, essa ação está relacionada “em razão do seu valor cultural, histórico, paisagístico, científico, artístico, turístico, arquitetônico ou ambiental, com instituição de um regime jurídico especial de propriedade como forma a garantir sua preservação e conservação”.
As pesquisas continuam e mais pessoas podem doar cópias digitais de seus acervos para o Coritiba
As pesquisas sobre a história do Coxa seguem com os trabalhos da Comissão de Preservação da Memória e da História do Coritiba Foot Ball Club. Primordialmente, quando o assunto são os fundadores do Verdão, a pesquisa é realizada conjuntamente com o grupo de historiadores Helênicos, estudiosos da história coritibana.
Da mesma forma, atividades vêm sendo realizadas pelo grupo de pesquisa e extensão a partir do núcleo de ciências jurídicas. Entretanto, este grupo recebe alunos de outras áreas da UFPR.
Por se tratar de uma pesquisa de grande amplitude e dificuldades no acesso de fontes primárias, atualizações dos bancos de dados são sempre bem-vindas e recomendadas, de forma aprimorar a metodologia de trabalhos.
Logo, é importante destacar que eventuais imprecisões podem ocorrer, sendo um problema da pesquisa. Por isso mesmo é tão importante que se disponibilizem novas fontes documentais.
Portanto, familiares dos fundadores do Coritiba Foot Ball Club que tenham interesse em doar cópias digitais de itens relacionados aos fundadores podem entrar em contato com a direção do Clube clicando aqui.
Verdão tem uma parceria técnica com a UFPR para melhor cuidar da história do Clube
Em uma parceria entre o Coritiba e a UFPR, o acervo histórico do Verdão também é cuidado por acadêmicos de graduação, bem como de pós-graduação. Nesse sentido, são pessoas com interesse em pesquisar mais a história do Clube e sua relação direta com a cidade de Curitiba.
O grupo de pesquisa e extensão foi formado a partir do núcleo do Setor de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Paraná. O grupo conta com alunas e alunos também de outras áreas da UFPR, como da História, Ciências Sociais e Educação Física. A equipe iniciou os trabalhos acadêmicos no acervo histórico do Coxa em 02/07/2025.
O professor Luís Fernando Lopes Pereira é o líder do grupo de pesquisa. Ele conta com a colaboração de outro docente da Universidade, o professor de Sociologia na Faculdade de Direito, Rodrigo Horochowski, que também acompanha as atividades de pesquisa científica do grupo. Entre os achados do grupo, borderôs e relatórios financeiros de todos os jogos do Coritiba no Torneio do Povo.
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As principais responsabilidades da diretoria do Coritiba Foot Ball Club, como Associação, estão vinculadas à fiscalização do contrato de compra e venda da SAF. Nesse sentido, são obrigações diretivas:
– Principalmente, acompanhar o cumprimento do pagamento das dívidas, em especial das parcelas da recuperação judicial da Associação;
– Da mesma forma, o cumprimento dos aportes financeiros anuais na gestão do Clube (futebol e atividades de apoio);
– Além disso, a gestão patrimonial. Inclusive quanto a manutenção e investimentos no CT Bayard Osna, no novo CT, tanto quanto no Estádio Major Antônio Couto Pereira;
– Bem como, os cuidados com a preservação histórica.
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Se você encontrou algum erro nesta matéria, por favor, entre em contato. Além disso, o Coritiba Foot Ball Club preza pelos créditos merecidos, então nos avise sobre eles.