G5 e profissionais do Coritiba atualizam o Manual de Marca do Clube, atualizando o posicionamento mercadológico do Coxa.
Durante o ano de 2025 ocorreram reuniões de trabalho envolvendo os integrantes do G5 do Coritiba e profissionais do Clube para tratar sobre a atualização do Manual de Marca do Coxa.
O Manual é parte integrante do contrato de compra e venda da SAF, compondo um dos anexos daquele documento. Entretanto, o documento precisava ser atualizado, para acompanhar as necessidades institucionais e, da mesma forma, as mercadológicas.
G5 e profissionais do Coritiba atualizam o Manual de Marca do Clube
Neste sentido, durante os meses de fevereiro e novembro deste ano, reuniões técnicas marcaram o processo de trabalho objetivando àquela modernização.
Da parte da diretoria da Associação, as diretrizes estavam voltadas principalmente ao cumprimento estatutário. Entretanto, também quando da necessidade de adaptação à realidade cultural que envolve os comportamentos, usos e costumes da Torcida do Coritiba. Nesse sentido, foi procurado potencializar resultados que equilibrem tradição e modernidade, como um fator intergeracional que envolve uma grande torcida de futebol.
Entre os profissionais, participaram dos encontros o Diretor Financeiro do Coritiba Foot Ball Club, André Campestrini e do Gerente de Marketing do Coritiba, Beto Matta. Por sua vez, representando a associação, todo o G5. A presidente do Coxa, Marianna Libano De Souza, esteve junto com os vice-presidentes Luiz Henrique De Barbosa Jorge; Luiz Carlos Betenheuser Júnior; e Daniel Vinicius Ferreira. Gilcimar Chaves, 2º vice-presidente do Conselho Deliberativo, também esteve presente.
A importância do Manual de Marca do Coritiba
A atualização é uma forma de reposicionamento mercadológico do Clube. Justamente por isso, dirigentes eleitos e profissionais do Coxa atuaram em conjunto neste desenvolvimento da atualização do Manual.
Por meio da modernização do Manual, o Clube reforça seus propósitos e valores institucionais. Da mesma forma, o Coritiba se preocupa em ter uma comunicação coerente e assertiva para com os diversos e diferentes segmentos da Torcida do Alviverde.
Além disso tudo, a modernização do Manual garante que os elementos visuais e os processos comunicativos apresentem maior assertividade Com isso, os consumidores se aproximam da marca. Da mesma maneira, seja uma comunicação que apresente uma sintonia com a percepção de torcedores e torcedoras do Cori quanto à sensação de pertencimento.
Pontos importantes do novo Manual
A versão 2025 do Manual de Marca do Coritiba Foot Ball Club é um documento com 50 páginas. Sobre o trabalho, o vice-presidente Daniel Ferreira explica:
O vice-presidente destaca os pontos principais do Manual: “Os pilares da marca já estavam sendo construídos, que é a luta, a tradição e a glória e precisavam ser explicados. O Coritiba precisa se posicionar no âmbito nacional”. Este ponto é complementar à estrutura do manual em si, mas reforça um conceito institucional antes existente, o de Coritiba como time de “Alma Guerreira”.

Nesse caminho, “Se o Coritiba é um Clube feito de tradição e luta, ou seja, de Alma Guerreira, isso precisa tomar ações práticas no cotidiano”. E por que isso? Daniel explica “Porque ele é feito pelas pessoas desde o início, ele é feito pelas pessoas, feito pela cidade, pelas pessoas que constroem a cidade, por isso o nome [Coritiba, uma alusão à cidade de Coritiba de 1909]. Mas, de uma forma geral, ele é construído pelas pessoas. É um Clube muito orgânico. Então, isso precisa ser explicado tanto internamente quanto externamente”, reforça o vice-presidente que entende ser este um elemento complementar ao Manual.
A construção prática da identidade como ponto estratégico
Por meio de ações práticas, durante todo o ano de 2025 esse elemento foi gradativamente sendo construído. Nesse sentido, como por exemplo, a indicação da contratação de Reginaldo Nascimento ao departamento de futebol do Cori. Além disso, a recomendação de ingressos populares e a mudança da cor do fosso e das camisas de jogo, agora em “Verde Coxa”.
Daniel Ferreira, dirigente Coxa, esclarece que a formação da identidade precisa ser coletiva, ampliada, dentro e fora do Clube. “Não é só a torcida, são os jogadores, são os colaboradores, então toda essas pessoas precisam fazer parte dessa sinergia. É assim que o Clube funciona e é assim que o Clube foi construído. Então eu diria que esse é mais um elemento conceitual que não necessariamente está no manual da marca, embora tenha algumas frases, mas ele é muito mais, diria assim, das conversas que a gente teve com a SAF”.
Outro ponto relevante: o uso do Verde Coxa
Nesse sentido, no novo Manual de Marca, a tradição da cor de verde é importante. Logo, “O Coritiba precisa respeitar um tom de verde que tem a ver com a sua história. E aí ali foram selecionados tons da paleta de cores que a gente entendeu que eram os que tinham relação com a história do Clube, que poderiam ser usados, que era o verde que a torcida queria” indica Daniel, relatando que “Isso foi feito já na camisa de 2025 e será nas próximas camisas, porque os tons de verde, eles são entendidos como tons de verde que tem lastro histórico para aparecer na camisa do Coritiba”.
O dirigente coritibano também explica sobre a importante de se buscar na história elementos que reforcem o vínculo institucional. “Buscar na história e não fabricar elementos para atualizar o Clube. Por exemplo, no ambiente digital, o Coritiba precisava de uma de uma logo minimalista. Ele tem uma logo minimalista na história, porque é um Clube que já tem as suas tradições. Então a gente busca lá em 1910 a logo da das mulheres lá da primeira bandeira”, relembra.
A importância de se aliar futuro mercadológico e passado histórico
“Com o uso de uma logo minimalista, o Verdão ganha espaço no ambiente digital e no futuro, sem perder a identidade histórica”. Sobre o tema, Daniel Ferreira reforça que “Os ambientes digitais exigem isso, uma logo minimalista. Então a gente busca lá na tradição do Clube essa logo que pode ser usada e remete justamente não a uma. um desrespeito ao passado, mas justamente uma valorização do passado, já que é um Clube feito pela tradição”.

O uso do símbolo e estrela amarela em ambientes digitais de pequena dimensão
O vice-presidente Luiz Carlos Betenheuser Júnior exemplifica algumas mudanças neste Manual: “Tratamos de temas estruturantes, como o respeito aos símbolos do Clube. Entretanto, há situações que foram flexibilizadas. Por exemplo, a polêmica sobre o tamanho do escudo do Coritiba – que é um dos nossos símbolos – em tabelas divulgadas por portais nacionais. Agora, existe uma exceção: não será obrigatório o uso da estrela amarela quando o escudo for de diminutas dimensões e utilizado no ambiente digital”.
De qualquer forma, o vice-presidente do Alviverde reforça que “Já na camisa e todos demais itens de uniforme, no uso no interior ou exterior do Estádio e do CT ou em peças publicitárias, será necessário o uso da estrela. Assim, a conquista do título de Campeão do Brasil em 1985 tem sua importância destacada”.

Diretoria do Alviverde propôs o tombamento do Acervo do Coritiba
Em 21/08/2025, a diretoria do time Coxa-Branca formalizou o pedido de tombamento do Acervo do Clube, de forma a dar melhores condições de guarda, tanto quanto ampliar o acesso público aos itens. O pedido foi realizado por meio do Processo Administrativo Eletrônico nº 01-212074/2025, que será analisado e deliberado junto ao Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Curitiba (CMPC).
Em Curitiba, existe uma legislação local específica para o tombamento de itens de relevância histórica para o Município. Esse é um tema regulamentado pelo Decreto nº 360, de 29/03/2019. A referida legislação conceitua o que é o Tombamento: “ato administrativo que declara a singularidade e excepcionalidade de um bem considerado individualmente ou em conjunto, seja móvel ou imóvel, público ou privado, pertencente à pessoa física ou jurídica”.
Além disso, essa ação está relacionada “em razão do seu valor cultural, histórico, paisagístico, científico, artístico, turístico, arquitetônico ou ambiental, com instituição de um regime jurídico especial de propriedade como forma a garantir sua preservação e conservação”.
As pesquisas continuam e mais pessoas podem doar cópias digitais de seus acervos para o Coritiba
As pesquisas sobre a história do Coxa seguem com os trabalhos da Comissão de Preservação da Memória e da História do Coritiba Foot Ball Club. Primordialmente, quando o assunto são os fundadores do Verdão, a pesquisa é realizada conjuntamente com o grupo de historiadores Helênicos, estudiosos da história coritibana.
Da mesma forma, atividades vêm sendo realizadas pelo grupo de pesquisa e extensão a partir do núcleo de ciências jurídicas. Entretanto, este grupo recebe alunos de outras áreas da UFPR.
Por se tratar de uma pesquisa de grande amplitude e dificuldades no acesso de fontes primárias, atualizações dos bancos de dados são sempre bem-vindas e recomendadas, de forma aprimorar a metodologia de trabalhos.
Logo, é importante destacar que eventuais imprecisões podem ocorrer, sendo um problema da pesquisa. Por isso mesmo é tão importante que se disponibilizem novas fontes documentais.
Portanto, familiares dos fundadores do Coritiba Foot Ball Club que tenham interesse em doar cópias digitais de itens relacionados aos fundadores podem entrar em contato com a direção do Clube clicando aqui.
Verdão tem uma parceria técnica com a UFPR para melhor cuidar da história do Clube
Em uma parceria entre o Coritiba e a UFPR, o acervo histórico do Verdão também é cuidado por acadêmicos de graduação, bem como de pós-graduação. Nesse sentido, são pessoas com interesse em pesquisar mais a história do Clube e sua relação direta com a cidade de Curitiba.
O grupo de pesquisa e extensão foi formado a partir do núcleo do Setor de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Paraná. O grupo conta com alunas e alunos também de outras áreas da UFPR, como da História, Ciências Sociais e Educação Física. A equipe iniciou os trabalhos acadêmicos no acervo histórico do Coxa em 02/07/2025.
O professor Luís Fernando Lopes Pereira é o líder do grupo de pesquisa. Ele conta com a colaboração de outro docente da Universidade, o professor de Sociologia na Faculdade de Direito, Rodrigo Horochowski, que também acompanha as atividades de pesquisa científica do grupo. Entre os achados do grupo, borderôs e relatórios financeiros de todos os jogos do Coritiba no Torneio do Povo.
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As principais responsabilidades da diretoria do Coritiba Foot Ball Club, como Associação, estão vinculadas à fiscalização do contrato de compra e venda da SAF. Nesse sentido, são obrigações diretivas:
– Principalmente, acompanhar o cumprimento do pagamento das dívidas, em especial das parcelas da recuperação judicial da Associação;
– Da mesma forma, o cumprimento dos aportes financeiros anuais na gestão do Clube (futebol e atividades de apoio);
– Além disso, a gestão patrimonial. Inclusive quanto a manutenção e investimentos no CT Bayard Osna, no novo CT, tanto quanto no Estádio Major Antônio Couto Pereira;
– Bem como, os cuidados com a preservação histórica.
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Se você encontrou algum erro nesta matéria, por favor, entre em contato. Além disso, o Coritiba Foot Ball Club preza pelos créditos merecidos, então nos avise sobre eles.